A deputada federal Carla Zambelli foi presa na terça-feira (29), na Itália, após permanecer quase dois meses foragida da Justiça brasileira.
A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado internacional emitido pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito do inquérito que a condenou por envolvimento em um ataque hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsificação de documentos públicos.
Zambelli, que havia deixado o Brasil dias após ser condenada a 10 anos de prisão, chegou a se declarar exilada política em vídeos gravados no exterior.
Durante o período de fuga, ela passou pelos Estados Unidos e se refugiou na Itália, onde possui cidadania. As autoridades italianas realizaram a detenção com base na difusão vermelha da Interpol, o que permitiu o cumprimento do mandado em solo europeu.
A ex-parlamentar foi condenada por crimes como falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema público, após ser acusada de articular, com ajuda de um hacker, a emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
A ação teve ampla repercussão política e contribuiu para o agravamento de sua situação jurídica. Sua prisão reforça a atuação do STF contra parlamentares envolvidos em ações consideradas como ameaças ao Estado Democrático de Direito.
A defesa da deputada ainda não se pronunciou sobre a prisão.
No Brasil, o processo de extradição deve ser iniciado nos próximos dias.
A Justiça italiana analisará o pedido de retorno da ex-deputada ao país, o que pode incluir debates sobre sua condição como cidadã italiana e as garantias do sistema penitenciário brasileiro.
O caso tem potencial para se tornar um novo capítulo na relação entre Judiciário e figuras políticas ligadas à extrema direita.
Redação Portal Guaíra