O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou na terça-feira (13) um comunicado em suas redes sociais acusando as autoridades de submeterem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a condições degradantes durante sua custódia na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.
No texto, Carlos afirma ter sido informado de que o pai, atualmente preso após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, sofre exposição contínua a um “ruído enlouquecedor intenso” provocado por um equipamento de ar-condicionado central instalado junto à parede da cela. Segundo ele, em vez de eliminar a fonte do barulho, a PF forneceu protetores auriculares como medida paliativa.
“O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferindo ao custodiado o ônus de suportá-la”, escreveu Carlos Bolsonaro.
O filho do ex-presidente argumenta que o ruído constante, aliado à privação de descanso e a um ambiente hostil, configuraria tratamento degradante, especialmente considerando o quadro de saúde sensível de Jair Bolsonaro — que inclui sequelas de uma facada sofrida em 2018 e um recente traumatismo craniano leve após queda na cela. Ele destaca que tais condições agravariam riscos físicos e psicológicos de forma “desnecessária e injustificável”.
“Nenhuma custódia autoriza humilhação. Nenhuma medida administrativa pode substituir o dever do Estado de assegurar dignidade, integridade e humanidade. Providências urgentes precisam ser adotadas”, conclui o comunicado.
A publicação ocorre em meio a uma série de reclamações da família e da defesa de Bolsonaro sobre as condições da cela especial (conhecida como Sala de Estado-Maior), que inclui ar-condicionado funcionando 24 horas. A defesa já havia protocolado pedido ao ministro Alexandre de Moraes (STF) para correção do ruído, e a PF respondeu que o barulho decorre do sistema de climatização, sem possibilidade de eliminação sem obras estruturais.
O caso ganhou repercussão nas redes e na imprensa, com apoiadores do ex-presidente cobrando investigação sobre possíveis violações de direitos humanos na custódia. A família intensifica apelos por prisão domiciliar humanitária, enquanto a Defensoria Pública do Distrito Federal investiga as condições de saúde do custodiado.
A Polícia Federal e o STF ainda não se manifestaram oficialmente sobre o novo comunicado de Carlos Bolsonaro.
Redação Portal Guaíra





