Clima – Quarto ciclone do ano chega nesta semana com chuvas intensas, alerta Inmet

(Foto: Meteored)

Enquanto uma onda de calor atua no Sul do país, com temperaturas superiores a 44 °C, outra ampla faixa do país se prepara um novo período de chuvas. Isso acontece, segundo o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), devido à formação de um novo ciclone ao longo da costa das regiões Sul e Sudeste. Este é o quarto episódio somente em 2026.

Quais regiões serão afetadas?
A meteorologista Ana Maria Nunes, da Meteored, explica que as instabilidades resultam da ação combinada de dois sistemas ciclônicos atuando em conjunto: o primeiro ciclone, que se formou no último fim de semana, aliado ao segundo, que começa a se estruturar a partir de quarta-feira (4/2).

As precipitações devem afetar áreas do Centro-Oeste, do Sudeste, da metade norte da região Sul e parte do Nordeste. “As maiores anomalias estão previstas sobre o Estado do Mato Grosso do Sul, com mais de 90 mm acima da média. No Sul e Sudeste, as anomalias devem ser em torno de 30 a 60 mm, enquanto no Nordeste 30 mm acima da média. Nas demais áreas, as chuvas devem ser abaixo da média”, alerta Nunes.

Enquanto o ciclone se aprofunda, essa umidade é canalizada desde a Amazônia, atravessando o Centro-Oeste, o Sudeste e o Sul do Brasil, criando um fenômeno chamado de “rio atmosférico”, uma extensa faixa de transporte de vapor d’água da região tropical em direção a áreas de baixa pressão.

Esse tipo de configuração funciona como uma “âncora” na atmosfera, favorecendo a ocorrência de chuvas intensas e persistentes, conforme o Boletim. No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul aparece como o Estado mais afetado, com até três dias consecutivos de chuvas intensas, enquanto áreas do Paraná e de São Paulo também entram em estado de atenção.

No Sudeste, as tempestades atingirão principalmente Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e interior de São Paulo. De acordo com o boletim, entre terça e quarta-feira, as chuvas podem ser intensas, com alerta especial para o leste de Minas Gerais, Zona da Mata e a região metropolitana do Rio de Janeiro, onde os acumulados podem se aproximar de 200 milímetros até sábado.

Grande parte do Nordeste também será afetada pelo sistema de instabilidade. Entre terça e quinta-feira, há expectativa de chuvas acima da média, com volumes em torno de 30 milímetros a mais que o climatológico. Embora as precipitações não sejam tão intensas quanto no Centro-Oeste e Sudeste, os transtornos relacionados a alagamentos e enchentes podem ocorrer em áreas mais vulneráveis.

No Sul, o ciclone em formação e o rio atmosférico trarão chuvas fortes entre quarta e quinta-feira, podendo provocar alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis, no norte da região Sul, incluindo parte de Santa Catarina.

Alertas do Inmet
Nesta semana, o Inmet emitiu uma série de alertas para tempestades e chuvas intensas em diversas regiões do país, afetando mais de 3 mil municípios. Entre eles, dois alertas laranja, classificados como perigo, estão vigentes. Um deles segue até quarta-feira (4), prevendo chuvas de até 100 mm por dia, ventos intensos de até 100 km/h e possibilidade de granizo.

As áreas abrangidas incluem partes do Centro-Oeste, Sudeste, Sul, Nordeste e Norte, com destaque para regiões como Centro Goiano, Triângulo Mineiro, Zona da Mata, Metropolitana de Curitiba, Vale do Rio Doce, Oeste de Minas, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba Paulista, Metropolitana do Rio de Janeiro e Distrito Federal, entre outras.

O segundo alerta laranja de perigo se estende até 5 de fevereiro, às 23h59, e abrange a região ocidental do Tocantins, Norte Mato-grossense, Sudoeste Paraense, Sul Amazonense, Sudeste Paraense, Centro Amazonense, Madeira-Guaporé e Leste Rondoniense.

Além disso, há dois alertas amarelos, com grau de perigo potencial, em vigor em diferentes períodos. Até quarta-feira, estão previstos ventos de até 60 km/h, chuvas de até 50 mm/dia e possibilidade de granizo em áreas como a região Serrana, Oeste Catarinense, Metropolitana de Curitiba, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Sul Catarinense, Norte Central Paranaense e Sudoeste de Mato Grosso do Sul.

O segundo alerta amarelo, mais prolongado, segue até quinta-feira (5), com cenário semelhante em grande parte do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incluindo regiões como Sul Cearense, Vale São-Franciscano da Bahia, Sudeste Paraense, Oeste Maranhense, Sertão Pernambucano, Centro Norte Baiano, Leste Rondoniense, Sudoeste Paraense, Centro-Sul Mato-grossense, Sul Baiano, Marajó, Norte Amazonense, entre outras localidades.

No Sul, o Inmet também emitiu um alerta vermelho de onda de calor de grande perigo, válido de 3 a 7 de fevereiro, abrangendo mais de 500 municípios. Entre as áreas afetadas estão a região Serrana, Oeste Catarinense, Metropolitana de Curitiba, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Noroeste Rio-grandense, Centro Ocidental Paranaense, Noroeste Paranaense, Sudoeste Paranaense, Oeste Paranaense, Sudeste Paranaense, Norte Central Paranaense, Centro Oriental Paranaense, Norte Catarinense, Sul Catarinense, Metropolitana de Porto Alegre, Itapetininga, Centro-Sul Paranaense, Nordeste Rio-grandense, Norte Pioneiro Paranaense e Sudoeste de Mato Grosso do Sul.

Portal Guaíra com informações do Globo Rural

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Fenômeno deve afetar ao menos quatro regiões do país e mais de 3 mil municípios.