Alex da Silva Veríssimo, de 19 anos, foi indiciado por homicídio e ocultação de cadáver no inquérito que investigou a morte da adolescente Flávia Gabriely Pires Pinto, de 17 anos. Ele é cunhado da jovem e está preso preventivamente desde quando o corpo dela foi encontrado em um córrego em Jesuítas, norte do Paraná.
Antes disso, Flávia ficou 23 dias desaparecida e o último registro dela foi feito por câmeras de segurança em uma rua da cidade.
De acordo com o delegado Leandro Almeida, o inquérito foi finalizado na sexta-feira (28). No documento, o cunhado da jovem também foi indiciado por fraude processual e tráfico de drogas.
Almeida explica que durante o desaparecimento de Flávia, Alex mudou as versões do depoimento após ser confrontado pelos policiais. Na época, ele havia dito que ele e a cunhada tinham ido até o córrego para consumir drogas, mas ela teve um mal súbito e ele jogou o corpo dela no rio.
Segundo o delegado, durante as buscas por Flávia, Alex deu pistas falsas e apresentou versões em redes sociais que levaram a polícia a caminhos diferentes do que realmente aconteceu.
Relembre o crime
Com base nas provas coletadas durante o inquérito, Almeida acredita que a versão contada por Alex, ou parte dela, podem não ser verdadeiras.
“Na data de quinta-feira, chegaram o restante dos relatórios suficientes para que pudéssemos finalizar esse inquérito policial. Conforme apurado no inquérito, a versão apresentada por ele realmente não não condiz com todos os fatos e elementos trazidos no bojo do caderno investigatório”, explicou o delegado.
De acordo com as investigações, Alex também era o responsável por adquirir a droga e fornecer a droga a menores de idade.
Com relação ao laudo necroscópico realizado no corpo de Flávia, Almeida informou que, por conta do grau avançado de decomposição do corpo, não foi possível determinar a causa da morte.
Conforme o delegado, Alex permanece à disposição da Justiça na cadeia pública Foz do Iguaçu.
Portal Guaíra com informações do G1