Um tornado com ventos de até 120 km/h foi registrado na noite de quinta-feira (1) em Mercedes. O fenômeno foi classificado como F1, a categoria mais baixa na escala de tornados, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Não houve registro de ocorrências na Defesa Civil Estadual.
Registros em vídeo, feitos no loteamento Renascer, mostram uma supercélula com múltiplos vórtices, com a presença de nuvens funil e dois tornados.
“No vídeo é possível ver claramente dois tornados tocando a superfície ao mesmo tempo, o que configura a existência desse tornado múltiplo vórtex. No entorno, é possível ver vários funís. Esses funís estão tentando se conectar na superfície para formar novos tornados, o que é característico desse tipo de nuvem”, explica Karin Linete Hornes, especialista em tornados, professora do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Segundo a pesquisadora, nem sempre o tornado é visível.
“Nem sempre dá para ver a coluna perfeita. Depende se há sedimentos para levantar e se o ar está condensado. O que determina se houve tornado são os danos causados”, afirma.
Na área rural de Mercedes, o vento provocou a destruição de uma construção em poucos segundos, conforme o morador.
“Foi muito rápido. A nuvem funil tocou o chão, arrancou o telhado e sumiu”, disse Tiago Vendramin. O prejuízo no local é estimado em R$ 20 mil.
Paraná está no 2º maior corredor de tornados do mundo
O Paraná está entre as regiões mais propensas à formação de tornados no planeta, segundo especialistas em climatologia. O estado ocupa o segundo maior corredor de tornados do mundo, atrás apenas das chamadas “pradarias centrais” dos Estados Unidos, que têm como característica relevo plano e áreas de baixas altitudes.
O fenômeno que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no dia 7 de novembro de 2025, é um exemplo de como a combinação entre massas de ar quente e frio torna o território paranaense mais vulnerável. Além de Rio Bonito, tornados também atingiram Guarapuava e Turvo no mesmo dia.
A especialista em tornados, Karin Linete Hornes, professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), explica que a área propensa a tornados engloba também os outros estados da região Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e partes do Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia.
Segundo estudo das pesquisadoras Loriane de Almeida e da Maria Crisitina Pietrovski, de 1972 a 2025, a região Sul registrou 514 tornados.
Portal Guaíra com informações do G1





